Como Controlar um Ambiente de Exposição ao Calor

19 de dezembro de 2019

O calor é um dos riscos físicos que mais pode impactar negativamente o trabalhador, caso a exposição a ele seja acima do limite de tolerância. A exposição ocupacional ao calor, em ambientes internos ou externos, com ou sem carga solar direta, implica uma sobrecarga térmica ao trabalhador e, consequentemente, coloca em risco sua saúde.

Então, como proceder para que a exposição ao calor não prejudique o trabalhador? O segredo está em sempre controlar a atividade.

A NR 09 – Programa de prevenção de riscos ambientais, no seu subitem 9.3.5.1, afirma que “deverão ser adotadas medidas de controle suficientes para eliminar, minimizar ou mesmo controlar os riscos ambientais existentes”. Após a leitura dos subitens 9.3.5.2 e 9.3.5.4, vemos que existem três tipos de medidas de controle:

1. Medidas Coletivas

Medidas que têm como finalidade:

· Redução a taxa de metabolismo do trabalhador

Trata-se de adotar medidas que contribuam para minimizar o esforço físico realizado pelo trabalhador, utilizando equipamentos como esteiras, pontes rolantes para movimentar cargas, ou até automatizando completamente os processos.

· Movimentação do ar no ambiente

São métodos bastante simples que têm por objetivo reduzir as trocas de calor entre o corpo humano e o ambiente. Para reduzir a temperatura do ambiente, é possível fazer uso da ventilação natural, mas também adotar aparelhos de ar condicionado, climatizadores e ventiladores.

· Utilização de barreiras que protejam das fontes de calor radiante

Para minimizar a incidência de calor radiante, utiliza-se barreiras para refletir ou absorver os raios infravermelhos, além da colocação de películas em portas e janelas de vidro.

2. Medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho

Medidas aplicadas na forma como a atividade é realizada, isto é, na gestão dos colaboradores e dos métodos de trabalho, levando-se em consideração os seguintes itens:

· Aclimatação

Trata-se de uma adaptação fisiológica do organismo a um ambiente quente, e que é fundamental na prevenção de riscos decorrentes da exposição ao calor excessivo.

Após um período de 3 a 5 dias de exposição ao calor, o corpo começa a se aclimatar e há redução do desconforto sentido. A aclimatação estará completa com duas a três semanas. Se o trabalhador se ausentar do local de atividade por aproximadamente este mesmo tempo, a aclimatação estará perdida e será necessário iniciar o processo novamente.

· Limitação do tempo de exposição

Uma das maneiras de descaracterizar o calor como insalubre é adotar períodos de descanso intercalados com os períodos de trabalho.

· Hidratação

Embora seja uma medida aplicada de forma individual, a ingestão de água é indispensável como medida paliativa, para compensar a perda de água e cloreto de sódio devido à sudorese.

3. Uso de EPI – Equipamento de Proteção Individual

A sua utilização é recomendada, de acordo com as NR 6 e 9, somente em última instância, isto é, quando as medidas coletivas não puderem ser implementadas por serem tecnicamente inviáveis.

Os EPIs não são capazes de afastar o risco de sobrecarga térmica, mas sua utilização é necessária, principalmente, quando há a possibilidade de respingos, fagulhas ou outro tipo de resíduo proveniente da fonte de calor. Neste caso, a sua finalidade é proteger o trabalhador contra o risco de queimaduras.

Sempre que há fonte de calor radiante, o trabalhador deve utilizar óculos de segurança com lentes especiais. As lentes devem ser capazes de reter mais de 90% da radiação infravermelha para que seja eficiente para proteção contra o calor radiante.

Além disso, o restante do corpo deve estar protegido com os seguintes itens:

  • Luvas,
  • Mangotes,
  • Aventais,
  • Capuzes 

Lembrando que o funcionário deve ser treinado quanto à correta utilização dos equipamentos de segurança e sobre os efeitos causados pela exposição contínua ao calor. Mas, basicamente, trata-se do controle das condições do trabalhador e do ambiente em que ele trabalha.  

Nós da VibraSP possuímos equipe especializada com Engenheiro de Segurança do Trabalho e equipamentos próprios e de qualidade para fazer as avaliações adequadas e ajudá-lo a controlar o ambiente de exposição ao calor. Fale conosco!

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